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Exportações argentinas de biodiesel à UE quase quadruplicam após Parlamento rejeitar reclassificação da soja
As exportações argentinas de biodiesel de soja para a UE quase quadruplicaram em cerca de três meses: de 50 mil toneladas no primeiro semestre de 2026 para cerca de 220 mil-230 mil toneladas conforme as fontes, depois que o Parlamento Europeu rejeitou em 8 de julho uma proposta da Comissão Europeia de alterar o Regulamento 2019/807, que classificaria a soja como matéria-prima de alto risco de ILUC (mudança indireta do uso da terra). Os embarques à UE estavam congelados desde março, enquanto os importadores evitavam o risco regulatório; um esforço coordenado da entidade industrial Ciara-CEC, do ministério das relações exteriores argentino e de sua embaixada junto à UE obteve a rejeição parlamentar, interpretada pelos importadores como sinal verde para retomar as compras. O presidente da Ciara-CEC, Gustavo Idigoras, projeta que os embarques anuais à UE podem superar 300 mil toneladas; a UE é o único mercado de exportação do biodiesel argentino. Idigoras observou ainda que a alta do preço do diesel ligada ao mar Negro tornou o biodiesel de soja argentino mais competitivo na Europa. O debate regulatório não terminou: a Comissão deve redigir novamente a emenda ao Regulamento 2019/807.